Há um silêncio que pesa.
É o silêncio do trabalhador espírita que sorri no passe, mas carrega um mundo de dores que ninguém vê.
É o peso de ter que parecer forte, de ter medo de pedir ajuda. Eu sei, e vejo tantos companheiros na mesma luta.
Esta série de crônicas é um convite para sairmos do palco, onde fingimos que está tudo bem e abrirmos a fresta por onde o amparo real de Jesus pode entrar.
Em cinco reflexões, vamos desvendar o que está por trás do melindre, do orgulho e do medo, e descobrir como o Evangelho nos chama à honestidade, e não à perfeição.
Que cada linha te leve de volta para você. Que cada linha te abrace.
Boa leitura!
#30 – O Peso Que Ninguém Vê [02/01/2026]
Por trás da disciplina e do sorriso no trabalho, existem abismos e dores que a alma esconde. Esta crônica é um convite para reconhecer o fardo que se carrega e entender como o silêncio cria a perigosa ilusão de que o outro deveria adivinhar a nossa dor.
#31 - O Melindre e a Ilusão [09/01/2026]
O melindre, essa sensibilidade excessiva, nos faz sofrer em segredo, esperando que o grupo ou a espiritualidade adivinhem o que não ousamos dizer. Refletamos sobre a maturidade espiritual que nos liberta da ilusão e nos dá a coragem de abrir a fresta para o amparo.
#32 - O Risco de Ser Fraco [16/01/2026]
O medo de ser visto como fraco nos aprisiona a uma imagem de perfeição que cansa e adoece. A casa espírita não é um palco, mas um lugar de encontro. Descubramos por que a sua humanidade é a sua maior força e como a verdade é o único caminho para a cura.
#33 - O Bem Não Nasce da Perfeição [23/01/2026]
Muitos trabalhadores se punem em silêncio, acreditando que errar anula todo o esforço. Esta crônica desfaz a ideia de que fazer o bem exige perfeição e nos lembra que a espiritualidade não espera seres prontos, mas sim os disponíveis e honestos em suas quedas e recomeços.
#34 - O Caminho Que Sustenta [30/01/2026]
Depois de reconhecer o peso, o melindre e o medo, resta a pergunta: onde está o sustento? A crônica final nos leva ao convite de Jesus: "Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei", mostrando que o amparo acontece na honestidade de reconhecer a própria fadiga.
Cada crônica é independente, mas juntas formam um percurso de reflexões sobre nossa caminhada evolutiva.
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