Há um instante na história espiritual da humanidade em que o céu começa a clarear antes que o sol apareça. É quando os Espíritos superiores anunciam: vocês já caminharam o suficiente na sombra; agora, levantem-se.
Esse amanhecer não é mágico nem repentino.
Ele nasce da dor compreendida, da ciência amadurecida, da fé que deixou de ser
fuga e virou consciência.
Os mundos regenerados não chegam pelo toque de
um anjo, mas pelo esforço de homens e mulheres que aprenderam a amar, a
perdoar, a construir e a servir.
Chegam quando a inteligência deixa de competir e passa a cooperar.
Quando a tecnologia se curva à ética.
Quando a palavra se reconcilia com o silêncio.
Quando a alma decide finalmente florescer.
Nesse futuro, anunciado por Kardec e
pressentido pelos corações que já cansaram da violência, a ciência e
espiritualidade deixam de brigar por território.
Caminham juntas.
A primeira ilumina a matéria; a segunda, o sentido.
A humanidade, então, se reconhece como
família.
As máquinas, que antes serviam ao ego, agora servem ao bem.
As desigualdades diminuem porque o amor passa a ter valor de lei.
A Terra, antes marcada por guerras, se torna oficina de paz.
E, nesse cenário, o Espírito finalmente
compreende:
o progresso não era chegar mais rápido, era chegar mais humano.
Quando a aurora chega, ela não apaga a noite.
Ela prova que a noite nunca foi maior que a promessa de luz que nos guiava por
dentro.
E é assim que começa o novo mundo:
não com explosões, mas com corações despertos.
Não com milagres, mas com consciência.
Não com máquinas perfeitas, mas com homens melhores.

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